|
|
Notícias |
| 01/09/2011 |
Aberta negociação da campanha dos financiários com Fenacrefi |
A Contraf-CUT, federações e sindicatos realizaram na terça-feira, dia 30/8, a primeira rodada de negociação da Campanha Nacional dos Financiários com a Fenacrefi, entidade patronal do setor, em São Paulo. A reunião marcou o início da Campanha Nacional de 2011 da categoria, que tem data-base no dia 1º de junho. Os destaques ficaram por conta do combate à terceirização, fim das metas abusivas e a discussão sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A próxima rodada acontece no dia 12 de setembro.
A luta pelo emprego foi aprovada pelos financiários como uma das principais bandeiras da campanha salarial deste ano, especialmente com foco nas terceirizações, a partir da edição das novas resoluções do Banco Central (3954 e 3959, de 24 de fevereiro e 31 de março de 2011, respectivamente) que, apesar de proibirem a forma de franquia, autorizaram os bancos e financeiras a constituírem seus próprios correspondentes para atuarem na concessão de crédito.
Outro ponto, foco da categoria na Campanha Nacional, é a abrangência da convenção coletiva para todo o país. Os trabalhadores defendem que o acordo assinado pela Contraf-CUT com a Fenacrefi seja cumprido em todo o território nacional e válido para todos os trabalhadores que prestam serviços às financeiras.
Os financiários cobram um reajuste salarial que contemple a reposição da inflação acumulada entre 1º de junho de 2010 e 31 de maio de 2011 (projetada em 7,27% segundo o ICV/Dieese) e um aumento real de 5%.
A categoria reivindica ainda um modelo de PLR equivalente ao definido na Convenção Coletiva dos Bancários. Da mesma forma, cobram a criação de um acordo de combate ao assédio moral nos moldes do conquistado pelos bancários. O reajuste salarial e a criação de uma comissão paritária de saúde serão discutidos em próximas negociações, ainda sem datas definidas.
Assédio moral - Os trabalhadores cobraram que as financeiras também assinem o aditivo ao acordo coletivo que estabelece um nstrumento de combate ao assédio moral, da mesma forma como aconteceu entre os bancários e a Fenaban. Os representantes Fenacrefi sinalizaram que deverão também assinar a cláusula nos mesmos moldes que fizeram os bancos.
PLR - Durante a reunião ficou acertado também que será criado um grupo de trabalho - composto por representantes dos empregados e das financeiras - para discutir um novo modelo de PLR. "Os trabalhadores merecem ser reconhecidos e valorizados pelo bom desempenho das empresas. Por isso, merecem uma PLR maior e o aumento real nos salários", disse Jair Alves, diretor da Contraf-CUT. |
| Última atualização: 01/09/2011 às 10:04:00 |
| |
|
|
|
| |
Comente esta notícia |
|
Comentários |
Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.
|
|
|