Dando o continuidade à greve no Banco do Nordeste, o Sindicato dos Bancários do Ceará realizou ato de protesto nesta quarta-feira, 19/10, na Agência Fortaleza Centro. Completando 23 dias de paralisação, os funcionários do banco exigem proposta decente por parte do Governo Federal.
A decisão de fortalecer a greve se deve à avaliação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela CNFBNB e Contraf-CUT, de que a proposta apresentada pelo Banco na segunda-feira, 18/10, é insuficiente para o funcionalismo benebeano. A proposta foi rejeitada na mesa de negociação por não avançar quanto ao Plano de Cargos e Remuneração (PCR) e representar discriminação contra os funcionários.
Em frente à agência do Centro de Fortaleza, diretores do SEEB/CE e representantes de outras entidades se manifestaram contra a postura intransigente do Banco e do Governo Federal e falaram à população os motivos da permanência da greve no BNB. “O Governo Federal não ofereceu a mesma proposta para o BNB. Estamos indignados com isso porque o BNB é um banco importante para o desenvolvimento da região. Queremos o mesmo tratamento”, afirmou Tomaz de Aquino, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB.
Durante a manifestação foram distribuídos ovos de codorna para os transeuntes, sob o mote: “Para a moleza dos banqueiros, pau neles”. Com a rejeição da proposta, não há nenhuma previsão de negociação. “Não vamos abrir mão dos nossos direitos. Vamos continuar aqui até o banco oferecer uma proposta digna para os trabalhadores e atender às nossas reivindicações, que também beneficiam os clientes”, disse Carmem Araújo, diretora do Sindicato e funcionária do BNB.
“Nessa greve, nós mostramos para o Governo Federal, para os banqueiros, para a imprensa e para os Tribunais que aumentar o salário não é aumentar a inflação, mas mudar o modelo de desenvolvimento do País. Não é razoável que o Governo esteja tratando o BNB e o banco da Amazônia como bancos de 2ª categoria”, afirmou Carlos Eduardo Bezerra, presidente do SEEB/CE.
As principais reivindicações específicas dos funcionários do BNB são: isonomia, revisão do PCR, PLR social, abono das faltas da greve e revisão dos planos da Capef e Camed.
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