28 de agosto – Dia do Bancário. Criada há 58 anos para recordar uma das mais importantes greves da categoria, a data serve hoje de exemplo para a importância da mobilização para a Campanha Nacional 2012, que já está nas ruas em todo Brasil e em plena negociação com os bancos.
É importante resgatar essa história para lembrarmos que não existem conquistas sem luta. Nenhum dos direitos dos bancários, como a Convenção Coletiva Nacional, jornada de seis horas, piso salarial unificado, PLR e outros, foi concedido pela generosidade dos banqueiros. Todos eles foram frutos de batalhas da categoria e é para isso que a categoria deve estar pronta novamente este ano. Mobilização Já!
Dia do Bancário - Lei Nº 4.368, 23/07/1964
Foi em 28 de agosto de 1951 que começou uma das mais longas e vitoriosas campanhas salariais da categoria. Naquele ano, os bancários brasileiros decidiram inovar na luta por reivindicações salariais e por melhores condições de trabalho. A mobilização da categoria seria unificada nacionalmente. As principais reivindicações pediam reajuste de 40%, salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. As sucessivas tentativas de negociação fracassaram. Os bancários recusaram o dissídio coletivo e, em São Paulo, realizaram paralisações simbólicas de minutos, dos dias 12 de julho a 2 de agosto. Os banqueiros acenaram com um reajuste em torno de 20%, mas os bancários de São Paulo mantiveram sua reivindicação.
No dia 28 de agosto de 1951, uma assembleia histórica no Sindicato dos Bancários, contando com a presença de 28% da categoria, decidiu ir à greve para conseguir seus direitos. A greve foi deflagrada e logo duramente reprimida. O DOPS prendia e espancava os grevistas. Em todo o Brasil a manipulação da imprensa levou os bancários de volta ao trabalho, mas a categoria em São Paulo resistiu e, em consequência, a repressão aumentou. Somente após 69 dias de paralisação, a categoria arrancou 31% de reajuste.
Após o término da paralisação a repressão foi ainda mais acentuada. Centenas de bancários foram demitidos e as comissões por bancos foram desmanteladas pelos banqueiros. Mas, como resultado mais positivo, a greve de 1951 colocou em xeque a lei de greve do governo Dutra e provocou, também, a criação do Dieese em 1955.
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