Os bancários do Ceará deram uma resposta à altura para o silêncio da Fenaban. Nesta segunda-feira, 24/9, sétimo dia da greve nacional dos bancários, o movimento se fortaleceu ainda mais no Estado. O Sindicato contabilizou 353 agências paradasdas 484 agências bancárias no Ceará, mais 25 postos de atendimento específicos, totalizando 509 unidades. Isso corresponde a 69,35% de agências paralisadas. Em Fortaleza, das 217 agências bancárias, 192 estão fechadas.
Reunidos em assembleia organizativa na sede do Sindicato, à noite, os bancários deliberam pelo fortalecimento da greve em todo o Estado e reafirmaram a disposição para continuarem firmes na luta contra a intransigência dos banqueiros.
“Não há nenhuma negociação marcada, só o silêncio da Fenaban. Mas nós bancários de todo o País estamos mostrando que estamos cada vez mais fortes. E neste sétimo dia já garantimos a maior greve dos últimos 21 anos em número de agências paradas. Se os banqueiros estão pagando para ver, estão vendo uma categoria forte, unida e que não vai abrir mão de lutar por seus direitos”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários, Carlos Eduardo Bezerra.
Nova assembleia acontece na próxima quinta-feira, dia 27/9, às 17h, na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 - Centro).
Privados firmes na greve – Nesta segunda-feira, os bancários do Ceará realizaram um dia de resistência nos bancos privados. Bradesco, Itaú e Santander são os maiores bancos privados do País e, juntos, possuem voz decisiva nas negociações com a Fenaban. Além da intransigência na mesa de negociação, os bancos adotam práticas antissindicais na tentativa de enfraquecer o movimento grevista. O Sindicato dos Bancários do Ceará inicia a segunda semana de greve repudiando tais posturas e pressionando por mais respeito.
AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS
- Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
- Piso salarial de R$ 2.416,38.
- PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
- Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
- Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
- Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
- Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
- Mais segurança
- Igualdade de oportunidades.
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