O Sindicato dos Bancários do Ceará protesta contra o posicionamento da Justiça em conceder, através de liminar, o aumento das passagens de ônibus em Fortaleza. A entidade foi surpreendida na última terça-feira, dia 11/12, por notícias da imprensa e denúncias dos trabalhadores a respeito do reajuste de 12,5% no preço das passagens, onerando o bolso do trabalhador que precisa do transporte público para ir ao seu trabalho todos os dias.
Acreditamos não ser razoável que os empresários de ônibus prejudiquem toda a sociedade, particularmente os trabalhadores, e que ainda por cima, esse fato seja chancelado pela Justiça às vésperas do Natal.
O reajuste concedido pelo juiz Hortênsio Augusto Pires Nogueira, da 1ª Vara da Fazenda Pública vai de encontro, inclusive, aos dois projetos recentemente analisados durante o processo eleitoral para escolha do novo prefeito de Fortaleza, pois ambas propostas, apesar das divergências, manifestavam publicamente que, no comando da Prefeitura, não iriam aumentar o valor das passagens.
O Sindicato dos Bancários do Ceará, como órgão representativo de uma categoria de trabalhadores e ator social que procura agir para fortalecer a luta por diminuição de desigualdades, mais justiça social e trabalho decente, não pode aceitar um aumento de passagens que não atende aos interesses dos trabalhadores, inclusive contrariando os preceitos de gestão pública. Além disso, não é concebível que os empresários consigam judicializar os valores de mercado que o povo deve pagar.
Com o aumento, Fortaleza deixará de ser a capital com a passagem mais barata do Brasil para ficar em quinto lugar no ranking do Nordeste e em sétimo no Brasil. Agora Brasília é a que possui o menor valor, de R$ 2,00. Entre as capitais do Nordeste, Teresina e São Luís com R$ 2,10, Recife com R$ 2,15 e Natal com R$ 2,20 figuram como as mais baratas na região.
Diante disso, queremos chamar toda a sociedade civil: sindicatos, associações, organizações a se manifestem junto ao Sindiônibus, à Prefeitura, ao Judiciário e à imprensa para que possamos ver solucionada essa questão, inclusive com o retorno da passagem ao valor estabelecido pela política pública de transporte coletivo em Fortaleza.
Não podemos aceitar que o trabalhador e a sociedade em geral seja prejudicada para benefício de poucos.
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